Agecom: Agência de Comunicação da da UFRN-Universidade Federal do Rio Grande do Norte (www.agecom.am.gov.br).
Alegoria: Estrutura artística, que serve como cenário.
Alvorada: Festa realizada durante a madrugada e anuncia o início de um evento.
Alvorada do Boi: Festa anunciando o início do Festival do Boi Bumbá.
Amo do boi: É o dono da fazenda e pai de Sinhazinha. Ele exige que seus vaqueiros cuidem e protejam o seu boi. No Festival de Parintins entoa versos exaltando o boi.
Anavilhanas, ou Arquipélago das Anavilhanas: Maior arquipélago fluvial do mundo, situado 100km ao norte de Manaus, onde o rio Negro em mais de 20km de largura. É uma reserva ambiental protegida.
Apresentador: Mestre de cerimônia, porta-voz do seu Bumbá. Encarregado de agitar as torcidas, animar a galera, atento a cada ítem, durante toda a apresentação.
Arraial: O comércio de comidas típicas e a promoção de atividades sócio-culturais.
Asa dura: Avião.
Auto: A apresentação folclórica.
Baixa: Como também é chamada a Baixa de São José.
Baixa do São José: Local da fundação do Boi-bumbá Garantido.
Banana pacovan: conhecida como banana da terra, podendo ser utilizada em vários pratos típicos do norte.
Batucada: Nome dado aos músicos do Boi Garantido. Seu nome deve-se ao ritmo da percussão, seus principais instrumentos.
Boi: Boi de pano, razão de ser do festival Folclórico do Boi Bumbá; Todo o conjunto: músicos, tribos, brincantes e o próprio boi, que se apresentam no bumbódromo de Parintins; O Boi Garantido; O Boi Caprichoso; Os Bumbás.
Boi-bumbá: Rica manifestação cultural. Estudiosos apresentam duas versões para explicar seu surgimento: uma delas, que teriam sido escravos e pessoas simples; outra, que estaria relacionado a elementos orientais e europeus do Boi-de-Canastra de Portugal. Lenda do fazendeiro que tinha um boi querido por todos, que sabia até dançar.
Boiuna: Do Tupi, cobra preta. A grande Sucurijú (sucuri), uma das maiores cobras do mundo, não venenosa, possui grande força muscular para enroscar-se em suas presas e triturá-las até os ossos, preparando-as para a deglutição. Podem atingir até 11m. Lendas exagerando-lhe o porte e as proezas a coloca em numerosas narrativas.
Brincante: Cada uma das pessoas que acompanha o boi, dentro do Bumbódromo. O nome vem do fato de se considerar o boi uma brincadeira - os brincantes.
Bumbá: O conjunto de músicos, tribos, brincantes e o próprio boi que se apresentam no bumbódromo de Parintins. Boi Caprichoso; Boi Garantido; Bois de Parintins; Interjeição onomatopaica indicando estrondo de pancada ou queda - significaria "bate", ou "chifra, meu boi".
Bumbá-meu-boi: Festa popular realizada em várias regiões; folcloristas fazem referência à confraternização pela chegada do Menino Deus entre os homens.
Bumbódromo: Centro Cultural de Parintins, situado entre a Av. das Nações e a Rua Paraíba. Inaugurado em 1988, com capacidade para 35 mil pessoas. Local onde se apresentam os bumbás, durante o Festival. Fora da época do Festival, o local torna-se uma escola com 1'8 salas de aula, com toda infraestrutura necessária para as instalações.
Caboclo: Mestiço de branco com índio.
Capacete: Cocar indígena de 2 a 3 metros, representando um um tema do Festival. O brincante que vestem o capacete é conhecidos como tuxauas.
Caprichoso: Boi de Parintins, nascido em 1913. Suas cores são azul e preta.
Carapanã: Moriçoca, mosquito.
Catirina: [Ver Mãe Catirina].
Contrário: Denominação dada ao boi adversário. O simpatizante de um determinado boi jamais pronuncia o nome do boi adversário, tratando-o sempre como "o contrário".
Cuca: Personagem do folclore, com aparência indeterminada, como um bicho-papão feminino, que amedronta crianças.
Cunhã: Menina; moça.
Cunhanporanga, Cunhã Poranga: A mulher mais bela da tribo, que encanta o coração dos querreiros indígenas; sacerdotisa. Cunhã Poranga: Moça bonita - cunhã = moça, poranga = bonita.
Cunhatã: Criança; menina; moça.
Curimatã: Peixe de água-doce, que se alimentam de lodo.
Curral: Local onde se localizam os ensaios. Cada um dos Bois tem o seu próprio curral, o da Batucada - Garantido e o da Marujada - caprichoso.
Curumim: Menino, garoto.
Curupira: Protetor da floresta, caracterizado pela esperteza, ilude, deixa rastros, levando quem se aventura mata adentro a se perder. Representado por um duende de cabelos ruivos e pés invertidos, com calcanhares para frente e dedos para trás.
Encarnado: Cor do Boi Garantido, vermelho.
Evolução: Quando o boi de pano está se apresentando, na arena do Bumbódromo.
Figura: Personagens do Festival. Pode ser, por exemplo, o Boi, o Pai Francisco etc.; Símbolo das lendas e do folclore regional.
Forro: Nome dado aos bailes populares.
Francesa: Bairro da cidade de Parintins.
Galera: Torcida organizada de cada um dos bumbás. A galera é parte integrante do Boi, é julgada pela animação. Marca as cores de cada boi. A guerra das galeras é um espetáculo formidável do Festival. De acordo com o regulamento, durante a apresentação de um boi, a torcida contrária deve ficar em completo silêncio.
Galpão: o mesmo que curral.
Garantido: Boi nascido em 1913, da promessa de Lindolfo Monteverde - fundador do Boi; Boi do Povão; Boi cujas cores são vermelha e branca.
Gingado: Bailado com a cadência dois para cá, dois para lá, básico para as toadas do Boi-Bumbá.
Guarani: Índio da América do Sul; Língua falada pelos índios Guaranis; Muitas tribos foram dizimadas.
Jaraqui: Peixe saboroso da região do Amazonas. Popular, de baixo preço e abundante. Um ditado popular diz: "Quem come jaraqui, não sai mais daqui".
Juruna: Tribo do tronco Tupi, habitante do Parque do Xingu.
Juteiro: Agricultor da juta.
Kuarup: Cerimônia indígena realizada quando morre um tuxaua, ou um homem de valor.
Lapada: Meia garrafa de aguardente.
Lendas amazônicas: As lendas amazônicas são parte da apresentação dos bumbás no Festival Folclórico de Parintins. Geralmente baseadas na cultura indígena, as lendas são cantadas e representadas, ilustrando o folclore de um povo.
Mãe Catirina: Também conhecida, esposa de Pai Francisco - figura burlesca da lenda do Bumba Meu Boi.
Manaus: Capital do estado do Amazonas. Palavra originada da tribo indígena que habitava as margens do rio Negro, onde hoje está localizada a cidade. Grande potencial turístico, flora e fauna exuberantes. Fuso horário correspondente a uma hora de atraso em relação a Brasília.
Maranhon, ou Marañon: Nome do rio, no Peru, que nasce nos Andes e depois vai formar o rio Amazonas.
Marujada: A Marujada de Guerra é o grupo que sustenta o ritmo durante toda a apresentação do Boi-Bumbá Caprichoso, no Festival Folclórico de Parintins, sob o comando e a direção de 2 ou 3 maestros. Um conjunto de músicos que tocam instrumentos de percurssão para acompanhar o Boi durante sua apresentação no Bumbódromo. O nome, Marujada, deriva de um outro brinquedo folclórico da Região Norte do Brasil, os Marujos.
Marujada de Guerra: Nome dado ao conjunto de músicos que acompanha a evolução do Boi Caprichoso.
Maués, ou Mawé, ou Sateré-Maué: Povo indígena que habita a região do médio rio Amazonas, compreendendo os municípios de Maués, Barreirinha, Parintins, Itaituba e Aveiro. Inventores da cultura do guaraná, foram eles que criaram o processo de beneficiamento, sendo hoje conhecido e consumido no mundo inteiro. Atualmente são bilíngües, falam o sateré-maué e o português. Sateré quer dizer "lagarta de fogo" -significado este, que faz referência ao clã desta comunidade; Maué quer dizer "papagaio inteligente e curioso" e não tem referência de cunho hierárquico.
Morena Bela: garota que acompanha o levantador de toadas do Boi Garantido.
Pai d´égua: Bom sujeito.
Pai Francisco: Marido da Mãe Catirina, e é um empregado da fazenda. Com medo do filho não nascer com saúde, satisfaz o desejo da esposa grávida, que é comer língua de boi, matando um dos bois de seu amo.
Pajé: Chefe espiritual das tribos indígenas; autoridade máxima; conhecedor dos encantamentos místicos utilizados para expulsar maus espíritos (cantos, rituais, medicamentos preparados com ervas, raízes, sementes etc); um misto de sacerdote, médico, curandeiro e feiticeiro. Responsável pela introdução de algumas drogas na farmacopéia moderna. Capaz de manipular venenos, narcóticos, sedativos e estimulantes. No Festival de Parintins, durante a evolução do Bumbá, o Pajé é o índio feiticeiro, uma das figuras mais importantes da apresentação - figura central no ritual do boi -, que por meio da pajelança, conjunto de danças e invocação de espíritos, encontra a receita para a cura.
Palmares: Bairo tradicional da cidade de Parintins.
Palminha: Dois pedaços de madeira em forma retangular usados como instrumento para marcar o ritmo das toadas.
Parque Nacional do Xingu: Localizado no Estado do Mato Grosso, reserva indígena implementada pela política de valorização da cultura indígena, com o propósito de evitar a marginalização e o desaparecimento dos grupos indígenas. Abriga terras e aldeias de diversas tribos.
Parintins: Município do estado do Amazonas, próximo da divisa com o Estado do Pará. Localizado na Ilha Tupinambarana, acessível somente por barco ou avião.
Parintintin: indígena do grupo parintintins.
Parintintins: Grupo indígena do sudeste do Amazonas, entre os rios Madeira e Marmelos.
Pávulo: Termo utilizado pela população de Parintins para designar uma pessoa esnobe. Gíria: metido, fanfarrão.
Perreché: Qualidade de uma pessoa que não é recomendável; pessoa inconveniente. Na gíria: "Caboclo do pé rachado".
Pico da neblina: Pico mais alto do Brasil, com 3.014 metros de altura, localizado no município de São Gabriel da Cachoeira, a noroeste do Estado do Amazonas.
Pirarucu: É o maior peixe fluvial. Carnívoro, nativo da bacia Amazônica, chega a medir mais de 2 metros de comprimento e até 160 Kg de peso. Sua língua, muito áspera, é utilizada para ralar, dentre outros produtos, o guaraná. As escamas, grandes e consistentes, são utilizadas artesanalmente.
Popear: Remar na popa da canoa.
Porantim: Peça de madeira semelhante a uma clave, com desenhos significativos para os povos das tribos Sateré-Maué, que se referem a ele como sua Constituição, seu legislador, sua Bíblia. São lhe atribuídos poderes mágicos, religiosos e místicos.
Porta-Estandarte: Uma indía que carrega o símbolo do Boi, movimentando-se com graciosidade, enaltecendo o estandarte que leva consigo.
Putiranga: Interjeição que expressa admiração ou espanto, particular da região.
QG: Quartel General, cada um dos lovais onde se reunem os Bumbás, isto é, Garantido e Caprichoso - cada qual tem o seu QG. Lá se encontram as diretorias, as torcidas e também onde são confeccionadas as alegorias e fantasias.
Remanso: O movimento de ondulação das águas.
Rio Amazonas: Principal artéria da Amazônia, irrigando aproximadamente 6 milhões de quilômetros quadrados. Apresenta aspectos curiosos pois a largura e a velocidade do rio são dinâmicos, devido às enchentes e às muitas ilhas que se formam. É generosamente navegável menos no encontro com o mar, quando apresenta o fenômeno da pororoca - violento e estrondoso, podendo ser ouvido a quilômetros de distância.
Rio Negro: Afluente do rio Amazonas, destaca-se pela cor escura de suas águas, em constraste com o Amazonas. É intrigante observar o encontro das águas, que custam muito a se misturar.
Ritual: Cerimônia conduzida pelo Pajé, é o ponto mais esperado da apresentação quando fogos de artifício e efeitos luminosos irrompem no Festival. Geralmente, apagam-se as luzes do bumbódromo enquanto os participantes, que assistem o espetáculo, acendem candeias - pequenas luzes - proporcionando um espetáculo à parte. Originalmente, o objetivo era ressuscitar o Boi morto. Na temática indígena do Festival de Parintins, este é o momento que o Pajé luta contra as forças do mal.
São João: Santo que batizou Jesus Cristo. É o santo escolhido pelos criadores dos Bois de Parintins quando fizeram suas promessas.
São José: Foi casado com Maria, mãe de Jesus Cristo.
São José Operário: Nome do bairro onde o Boi Garantido foi fundado.
Saritó: [ver tucandeira].
Sateré-Mawé: [Ver Maués].
Sete-estrelo: Lenda sobre a origem da Constelação Plêiades.
Sinhazinha da fazenda: A filha do Amo, dono da fazenda. A moça bonita, considerada o mimo da casa, é uma das figuras tradicionais do Boi bumbá e sempre um dos destaques da evolução. A coreografia inclui um movimento em que ela coloca as mãos sob o rosto, espalmadas para baixo, dando-lhe extrema graciosidade.
Tacacá: Comida típica, feita com tapioca (a goma da mandioca), camarão, pimenta malagueta, tucupi (variedade de peixe).
Tambaqui: Peixe da bacia amazônica, muito apreciado na culinária.
Tarrafa: Rede de pesca artesanal.
Tique: Tenso.
Toada: Canção popular. Música cantada durante a apresentação dos Bois.
Tribo: No Festival de Parintins as tribos devem representar índios nativos da Amazônia, com vestimentas, coreografias e movimentos originais e fiéis às suas raízes.
Tripa do boi: Brincante que veste o boi de pano e faz a evolução do bumbá; pessoa que brinca em baixo do boi, responsável pelos movimentos durante a apresentação.
Tucandeira: Conhecida como tocandira (Paraponera clavata), formiga da região Amazônica, carnívora, agressiva, dotada de grandes ferrões e chega a medir 22mm. A picada provoca forte dor durante um período de aproximadamente 12 horas. Algumas tribos testam a valentia dos jovens submetendo-os à picada da tocandira. Após este ritual de iniciação sexual, estão aptos para o casamento.
Tucumã: Fruto do tucumãzeiro, abundante na região do médio Rio Amazonas.
Tupã: Trovão, em tupi-guarani. Palavra sem representação divina até que os Jesuítas, na época da catequisação, adotaram-na para representar a idéia uma divindade suprema, o Deus Cristão. Deus do Bem, no lendário indígena. De acordo com algumas fontes, "espírito cruel do trovão". O antigo sentido desta palavra foi escolhido pelos Jesuítas do século XVI para nomear o Deus cristão aos índios convertidos.
Tupinambarana: Ilha no Amazonas (Parintins); índío pertencente ao grupo dos tupinambás que migrou para a ilha Tupinambarana.
Tupinambás: grupo indígena, hoje considerado extinto, da família linguística tupi-guarani.
Tupi: Indígena de qualquer dos grupos tupis.
Tuxáua: Chefe guerreiro de uma tribo; É destaque durante o Festival de Parintins, representando o chefe de uma tribo. Seus trajes são compostos por cocares, simbolizando a sabedoria.
Uirapuru: Pássaro típico da região amazônica com um canto exuberante e de grande beleza, que contribuiu para incluí-lo na lenda do folclore nortista, como sendo portador de boa sorte.
Vaqueiro: Personagem do boi-bumbá, que vai festejar o boi. Representa o peão da fazenda.
Vaquejada ou vaqueirada: Conjunto vaqueiros que dançam em volta do boi. Trazem o boi no início e se apresentam novamente na despedida do boi, ao final do espetáculo.
Vermelho: Cor do Boi Garantido e nome da música de Chico da Silva que ficou famosa em todo o Brasil, quando os bois passaram a ser conhecidos nacionalmente, em 1996.
Vitória Amazônica: Vitória Régia.
Voadeira: barco veloz com motor de popa.
Xamã: O feiticeiro da tribo, o pajé.
Xingu: Rio que nasce no estado do Mato Grosso e corre em direção ao norte, atravessando os estados de Mato Grosso e do Pará desaguando no Amazonas. Apesar da profundidade favorável não é completamente navegável devido à muitas cachoeiras.
As gírias são muito diversas e variadas; elas estão presentes em todos os lugares do mundo. Foi com esse pensamento que crei esse site para que vocês possam esclarecer todas as suas dúvidas sobre esse grande mundo, chamado "Gírias" !!!
Total de visualizações de página
5450685
Pesquisar este blog
Assinar:
Postar comentários (Atom)
gostei,amei,foi perfeito pro meu trabalho.obg!!
ResponderExcluirpreciso se 30 gírias paraibanas, alguem pode m ajudar p favor, é para um trabalho escolar. obrigada.
ResponderExcluirvaniapeblicidade218@hotmail.com
preciso se 30 gírias paraibanas, alguem pode m ajudar p favor, é para um trabalho escolar. obrigada.
ResponderExcluirvaniapublicidade218@hotmail.com
Responder